segunda-feira, 26 de abril de 2010

Não sei

Não sei que silêncios são esses. Esses que foram transferidos de mim para ti, mas certamente que não seguiram com a mesma essência. Silêncios que mascaram angústias que induzem isolamento e aumentam riscos. Não os quero. Ou melhor, não quero nada que os provoque. Quero palavras soltas, espontâneas, com a mesma beleza e brilho com que as dizias até há pouco tempo atrás.

Tenho saudades tuas. Ainda nem há 24 horas te deixei ir e já estou a desejar ter-te nos meus braços outra vez. Ontem, enquanto te beijava o braço e percorria com os lábios o caminho até à boca, perguntava-me a mim própria, em silêncio, o que seria de mim se algum dia deixasse de poder sentir aquela pele macia de cheiro a bebé. Estremeci por dentro. O meu peito ficou apertado e tão rapidamente quis arrancar de mim aquela sensação que me durou uma eternidade... Foi o brilho dos teus olhos que me apaziguou.

Vem. Para vermos as estrelas, observar o poder da Lua e devolver à noite as emoções emprestadas.

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