terça-feira, 1 de novembro de 2016

8 doces anos

Escolheste o teu 8. :)

Enquanto pensava neste monte de anos que somamos juntos, reparei nas curvas do 8 e comecei a pensar nas curvas da vida. Da nossa vida. Tantas já, curvas que nos permitiram sempre centrar e cruzar percursos. Bons percursos afinal de contas.

8 anos de ti, para ti, contigo e com muito amor. Todo aquele que me tão bem soubeste dar, sempre. E que eu nem sempre te soube retribuir como mereces. Nunca conseguirei chegar à tua dimensão humana e dócil de ver a vida com umas lentes tão cristalinas (e na realidade tão embaciadas). Sabes, à medida que o tempo contigo passa, vão-se-me as palavras. Nenhuma palavra é tão boa para definir as tuas qualidades, a tua bondade e generosidade. A tua grandiosa capacidade de amar.

Serei sempre aquela que no sofá olha para ti e vê o perfil de um rosto que me encanta desmesuradamente. O rosto de um menino grande, que usa muito bem as lentes dos seus óculos para ver a vida de uma forma maravilhosa e feliz. E muitas vezes duvido se mereço ter-te.

Que eu seja sempre parte da tua vida feliz e possa sorrir ao teu lado como o faço enquanto me lês.
Que este oito seja um 8 deitado... :)

Um beijo e parabéns a nós. Para sempre. Até ao infinito.



Amo-te.
Obrigada por tudo.


domingo, 15 de novembro de 2015

Paris, será sempre a cidade do Amor

 
Serpentear o Sena, ter a nossa torre em diferentes pespectivas, comer um gelado, passear de mãos dadas, voltar aos nossos sítios, respirar Paris. Viver. Viver contigo e em ti. É assim que recordo a nossa viagem.

Nunca saberei agradecer-te na exacta medida do que mereces pela surpresa, pelo carinho e amor e pelas gargalhadas com que me presenteaste em momentos tão bons e tão nossos.

Gosto de voltar sempre aos lugares onde fomos felizes.

Paris, será sempre a cidade do Amor, do nosso Amor.

Amo-te.




P.S. - Já te disse que adoro as tuas parvoíces?

domingo, 1 de novembro de 2015

Sete anos de nós

Nos momentos que antecedem os marcos verdadeiramente decisivos da nossa vida, nunca nos lembramos muito bem o que pensámos quando acordamos, se está sol ou chuva de manhã, se estamos com frio ou com calor. De facto, não tenho memória destes pormenores. Quando acordei naquele dia, eu sabia (porque eu queria mesmo) que iria ter um final de dia/início de noite agradável e divertido.
O meu coração precisava de mimo, de colo. Precisava de paz, de sorrisos, de risos! E tive muitos. Também porque estavas lá e nessa altura tu já ocupavas lugar no meu coração.

Recordo-me de algumas frases que me disseste, como se as acabasses agora de dizer. Frases que marcaram o meu rumo para sempre. Tens essa noção? Naquele momento da noite em que nos tocámos pela primeira vez, renasci. Cada toque teu, cada palavra, cada olhar foi nosso. Senti-te meu naquele momento. Acho que nunca te disse isto. Senti-te meu naquela fracção de segundos em que os teus lábios tocaram nos meus. Sinto-te meu, sinto o nós quando estamos juntos e senti-o desde aquele primeiro momento.

Foram caminhos tão curvos, acidentados, que nos conseguiram juntar. Ano, após ano, gosto de olhar para trás, de pensar, de analisar o nosso percurso, sempre contigo a ver o sol e a dar cor aos nós.

Estou-te tão grata por te ter na minha vida. Nunca verbalizo isto, bem sei. Porque tu nunca saberás a medida exacta da imensidão da minha gratidão. Gratidão pela coragem de entrares a minha vida, de permaneceres nela com a tua vontade de fazer por mim e por nós, de queres ter a palavra futuro associada sempre a nós.

Hoje, este meu texto é apenas um pequeno obrigada pelos últimos 7 anos. Obrigada pela tua doçura, pela tua luz, pela tua vontade de fazer bem, por fazeres sempre tudo para dar certo, por me ensinares que seguir o coração é sempre o melhor caminho, por fazeres com que o meu sorriso seja constante e as preocupações sejam pequenas. Obrigada por fazeres parte de mim.

Que sejamos sempre felizes.

Obrigada por tudo.

GDT

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Se soubesses

Se soubesses o quanto te amo
Se soubesses o quanto te adoro
Se soubesses o quanto conto os minutos para estarmos juntos
Se soubesses o quanto me apaziguas a alma
Se soubesses o quanto te quero perto de mim
Se soubesses o quanto me fazes ter borboletas no estômago
Se soubesses o quanto preciso de ti junto a mim
Se soubesses o quanto te tenho em pensamento todos os dias
Se...
Se soubesses...
Se soubesses o quanto... tu és eu e nós somos tudo.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Há uma ano atrás não te escrevi, lembras-te? Na voragem daqueles dias tão desgastantes fisica e psicologicamente, preferi abolir da minha mente que tínhamos um dia especial a assinalar. Na verdade, não temos. Os dias especiais são todos aqueles que fazemos deles especiais só porque sim, porque nos apetece vivermo-nos.

Os dias especiais têm agenda? São para ser vividos, sentidos na sequência dos momentos que criamos, na hora. Agendas? Não.

Hoje não estás aqui. Não é bem o dia que "é só mais um dia em cima de um ontem e antes desse amanhã". Mas... O que verdadeiramente me importa é que não sinto o teu calor, as tuas mãos a percorrer o meu corpo com a sede que te é característica. Anima-me saber que daqui a umas horas estarás já nos meus braços. Tem sido difícil estar sem ti nos últimos dias, sabias? As ausências tornam-se cada vez mais difíceis de suportar. Como se estivesse amputada de mim. Faço contagens decrescentes mentalmente.

Naquele jeito nosso de comunicarmos, digo-te que preciso de ti. Que te quero junto a mim, sentindo o teu respirar, o bater do teu coração quando me encosto a ti. Amanhã é o dia. Hoje é apenas mais um.

Até já, amor.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

31 de Outubro para 1 de Novembro de 2013


Ansiei por este dia. Não apenas pela data, não se trata apenas de assinalar a passagem de um grande 31 para um dia de felicidade onde todos os santos estiveram certamente em trabalho árduo para nos unir… Mas ansiei por assinalar este dia, assim… contigo. Eu explico-me melhor.

Todos os anos te escrevo nesta data. Nas entrelinhas, há sempre em comum nos meus textos a ideia de que queria mais contigo. Na verdade, tinha todos os dias o desejo nada secreto de partilhar mais momentos contigo, no nosso espaço. Sentir-te a meio da noite a dormir ao meu lado e desejar ser capaz de te fazer festas na cara a meio da noite sem que acordes. Olhar incansavelmente para ti de noite e sentir-me feliz no silêncio da noite, a desejar que o tempo pare. Partilhar o mau humor da manhã quando o despertador insiste em tocar e interromper os meus sonhos contigo. [isto não são só coisas boas, ok?]

Este ano é diferente. Nesta data, conseguimos celebrar juntos. Antes, durante e depois. No nosso espaço, na nossa intimidade. Ansiei por poder escrever que estamos juntos em plenitude, que nos temos a nós como companhia principal. E juntamos agora uma mão cheia de anos de nós, de momentos felizes, outros difíceis, mas momentos nossos, de partilha e mais recentemente de vivência em comum.

O nosso amor é de mão cheia. Nesta data, recordo que temos meia década em comum. Os últimos meses foram especiais na medida em que pudemos disfrutar de nós. Espero que continuemos assim e que a felicidade seja a tónica principal. Apesar da vivência na voragem dos dias, na tempestade da luta contra o tempo de viver os nossos momentos. Seremos nós, cada vez mais nós.
GDT

quarta-feira, 31 de julho de 2013

No primeiro dia em que iniciava a longa caminhada, ansiava terminar, ansiava o longínquo último dia em que pudesse olhar para trás e dizer: That's done! Na verdade, está feito. Foi um caminho longo, duro, difícil de alcançar no final. Mas nesta fase de fôlego, felicidade, satisfação pela missão cumprida, impõe-se olhar para trás e concluir que a caminhada acabou por ser simultaneamente muito agradável, muito construtiva, enriquecedora. Prova de que quando queremos muito, estamos focados nos nossos objectivos, conseguimos e podemos ser felizes no caminho que se percorre.

Na hora de celebrar, estou feliz. Feliz junto de ti, que tanto me ajudaste, especialmente nesta última e tão importante fase. Deixo-te aqui um simples obrigada que espero que tenha um eco no significado do tamanho de um abraço ao mundo.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Desejos

Desejo muitas vezes que saibas o quanto te amo, o quanto sei que és a minha pessoa. Aquela com quem partilho os meus momentos (que podem nem sempre ser os melhores e nem sempre sou a melhor companhia). Mas contigo, com as tuas lentes de ver a vida, viajo nos dias de sorriso nos lábios. Vivo contigo para ser feliz e sou feliz, mesmo naqueles momentos por vezes de pequena duração, mas tão grandes na intensidade.

Desejo muitas vezes que saibas como te amo, como me fazes bem, me dás energia. Nenhum gesto meu por maior que seja te dará essa dimensão. Quando não estou bem, a alma revela-se, em maiores ou menores sinais. Choro nos momentos tristes, quando a sintonia das nossas mentes está turva. Porque te gosto ao meu lado, na caminhada do dia-a-dia. Desaprendi de viver sozinha, sem a tua presença. Mais, a minha vida não tem a bússula a indicar o norte quando não estás. O ponteiro vibra no tremor do magnetismo de te querer por perto para fixar orientação. Eu sinto-me como que amputada de uma parte de mim.

Desejo muitas vezes que saibas o quanto gosto de ti, te admiro e o quanto me sinto especial no mundo por receber o teu amor também. Recebo o teu amor de olhos baixos, como se tivesse a receber algo que não devia ou que não mereça. Não estou habituada a receber tamanha grandeza de amor. Nestes anos todos, ainda não me habituei a ser amada por um ser humano tão bom, tão tudo de bom. Só consigo respirar fundo e sentir a alma a encher de orgulho por fazeres parte da minha vida. Agradeço-te tantas vezes com o meu olhar, quando faltam as palavras.

Desejo tanto que saibas como te quero, mesmo nas noites em que o tempo corre contra nós e tu arranjas sempre um momento para um pequeno mimo. O meu corpo já não sabe estar sozinho, sente a falta do teu. Quer a tua presença.

Ah! Se tu soubesses o quanto és para mim...

domingo, 28 de abril de 2013

Estou de luto

Perder pessoas próximas é das vivências mais marcantes que um ser humano pode ter. Perder as nossas pessoas deixa-nos sem chão, um vazio na nossa vida, uma dor no coração que demora a desaparecer. E o tempo não cura tudo. Arranjamos subterfúgios para aprender a viver sem quem nos falta. Sobrevivemos.


Mas também fico sem chão, amputada de parte de mim quando me tiram as minhas coisas, quando me faltam os meus objectos do dia a dia, aqueles que fazem parte do meu mundo, aqueles que até me ligam às minhas pessoas. A ti também. E vou sempre chorar todas as vezes que à memória me vier aquilo que é nosso e foi sem rasto. Aquele símbolo tão nosso, que nos sela.

Estou de luto, vou sobrevivendo. Mas não me cobres alegria porque ainda não a consigo ter.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

E é isto!


Melhor que me identificar com as palavras, é senti-las como minhas.
Já vagueei neste mundo, sentindo o frio cortante na pele. Viajo agora, em coordenadas cada vez mais diferentes, novas, sentindo aos poucos um pouco mais de calor, sendo a aluna que sempre fui, mas agora sem a ânsia de ser professora ou doutora. Quero ver mais desse mundo como ele é. Vou ver mais, simplesmente ver.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Das imagens sugestivas

Basta uma imagem tua para me lembrar de que nada do que faça é tão importante como tu.

É uma tortura não conseguir passar pela minha web cam e entrar nesse teu quarto.

Volta depressa.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Parabéns a ti, meu amor.

Vais ter um dia como querias. Com os teus, com os nossos, rodeado de afectos, de alegria e amor, como tu mereces. Sê feliz para sempre!!!

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Tu, tudo.

Hoje, enquanto viajava, dei por mim a pensar quem és tu. Descobri que não te sei definir com palavras. Não há adjectivos certeiros e justos o suficiente para te qualificar. Só consigo exemplificar com acções quem és. Com momentos teus que ilustram o quanto tu és um bom ser humano. As últimas horas juntos demonstraram-te tão bem.

Não houve um segundo em que não estivesse a tua essência visível. Adorei cada segundo a dois. Cada tua surpresa pensada e improvisada. Como te disse, se o mundo acabasse naquele momento, despedir-me-ia da vida da melhor forma: feliz contigo. Amo-te.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Haveremos de ser sempre um só

Diz-se que o Outono é o início do fim. Quando caem as folhas, que terminam os amores de verão, que o sol se torna tímido, que o frio se instala. Em contra-corrente, o Outono é o início de nós, de noites mágicas que nos juntam, de sentimentos que florescem, de duas almas que se aquecem. Guardo na memória a primeira noite de quase Outono que passámos juntos. Sorrio quando me recordo dos primeiros momentos a dois, da forma como magicamente nos atraímos e como as nossas almas se uniram.

Lembro-me de te estar a mexer no cabelo. Os meus dedos percorriam o teu cabelo, como um pedaço de mim que trilhava o caminho desconhecido. Lembro-me de pensar quem serias tu. Tu que estavas à minha frente, a olhar para mim, naquele momento.

Naquela altura, as emoções andavam em convulsão, eu não sabia o que faria no dia seguinte, mas olhar para ti dava-me paz, apesar de saber pouco de ti. E foi atrás dessa paz que fui. A paz deu lugar à ansiedade de partilhar momentos contigo, queria mais e mais. Sentia-me bem contigo, naqueles momentos de fusão da alma, onde o olhar falava, as bocas sentiam e as mãos ouviam os desabafos da alma feliz. Ainda hoje é assim. sinto-me bem contigo, neste presente que às vezes rima com ausente, mas que o passado faz presente. E o Amor gera mais Amor. Sabes que acredito que é para sempre?

Haveremos sempre de ser um só.

E celebramos isso. Hoje e sempre. Com a alegria e o orgulho de termos conseguido construir uma relação, uma união. E só por isso já valeu a pena existir. Agradeço-te por existires, por fazeres parte de mim. Para sempre.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

???


Decidir, quando à nossa frente se deparam caminhos que parecem não ter nome de destino final, é angustiante.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Aproxima-te

 

Permiti que entrasses na minha vida, no meu mundo. A partilha que isso exige, é, em parte, novidade para mim. Adapto-me. Tento adaptar-me, sentindo a voragem dos dias que galopam, com a tua presença cada vez mais marcada na minha vida. És bem-vindo. Muito bem-vindo, mesmo sem pedir licença.

Vejo-te aproximar de mim com a certeza de que vamos ser felizes. Abro-te mais uma porta. Gdt

segunda-feira, 25 de junho de 2012

terça-feira, 29 de maio de 2012

O bem que a tua presença me faz. A vontade de ti, as saudades que precisavam de ser saciadas... Tudo envolto numa amálgama de emoções fervilhantes. Tu. Tudo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Perspectivas

Tantas vezes que entrei naquela sala de espectáculos, sempre a vê-la da mesma perspectiva. Hoje, do outro lado, com as luzes a baterem-me no rosto, vi-a de outra maneira. Os primeiros segundos foram de deslumbramento pela beleza que a aquela perspectiva da sala deixava admirar. Depois, veio o sentido de responsabilidade.  Com a humildade que todos mereceram. Numa nova perspectiva.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A paz

Sentir a manhã a chegar, ouvir os pássaros, ter-te ao meu lado. Viver no nosso espaço, termo-nos um ao outro. Ah! A paz, a tranquilidade. Nada pagará isto.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Disse

Disse-o há umas horas. Pensei, repensei e voltei a pensar. A adiar, a tomar fôlego para o dizer, hesitei. Deixei passar um dia, depois outro e uma semana e mais outra e, no limite, com a pressão de um prazo auto-imposto disse-o. Sem o brilho, a felicidade, o entusiasmo que aquele momento merecia. Soou como que aquilo que tinha de ser feito e não havia alternativa.

A reacção foi a esperada, a dolorosamente esperada. Aquela que me faz chorar e ter a certeza de que foi uma simultaneamente boa e má notícia, aquela que dei.

Eu merecia algo mais, acalentava a esperança de "ter" mais daquelas pessoas. Uma palavra de apoio, de incentivo, de augúrio de felicidade. Tive silêncio, um silêncio que sei que camuflou preocupação, alguma angústia e mágoa e, do outro lado, ouvi secas palavras.

Esperava uma palavra de conforto daquela que tem o meu sangue. Vieram palavras de materialismo.

Não sou ninguém para aquelas pessoas. Vou desaparecendo da vida delas. E isso dói.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Solidão

Se é não saber o que fazer, para onde ir. Sei agora o que é a solidão.
Espero por ti, pelo momento em que o tempo passa mais rapidamente.
Aquele momento em que não ouço o tique-taque do relógio.
Depois volta a angústia cortante.
Até quando?

quarta-feira, 21 de março de 2012

domingo, 18 de março de 2012

Início

A intenção foi-te anunciada entre lágrimas doridas. Concordaste comigo e horas depois havia uma solução. Uma solução que não nos completa todos os desígnios, mas espero que seja o início de um período - ainda que curto - de mais paz.

Ainda ninguém mais sabe. Vão sabê-lo da forma que o meu coração mandar. Se for entre lágrimas, que seja, mas serão as últimas derramadas pelo mesmo motivo.

Não consigo prever o que aí vem. Mas desconfio que longe de sítios que me fazem mal, que me perturbam a alma, o corpo, tudo só pode correr melhor.

Que Universo conspire a favor dos nossos desejos.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Da raiva

Eu não sei o querias de mim. Não sei o que ficou por fazer, por te dizer. Não sei o que fiz mal, o que disse mal. Se apenas por existir e não devia. Sei que não gostas de mim, que não me suportas. Isso nota-se no teu olhar, no rancor colado a cada uma das sílabas que proferes na minha direcção.

Eu poderia esforçar-me para te apaziguar, para me vergar uma vez mais à tua fúria. Desta vez não o faço. Vou deixar-te amargurar.

Se soubesses o quanto te odeio, te tenho raiva... Anseio pelo dia em que te possa dizer Adeus. Em que te possa demitir da minha vida porque nunca demonstraste que me amavas. E isso devia ser proibido. Nem te dás ao trabalho de me perguntar como corre a vida. Porque achas que sabes tudo, não é? Não sabes é nada. A pobreza de espírito também se vê aqui.

Vais acabar sozinha. Uns quantos já te abandonaram, outros tantos o farão, não tenhas dúvidas. Os sinais dos outros estão à vista. E as pessoas sabem distinguir quem é do bem. E todos querem estar junto do Bem.



terça-feira, 6 de março de 2012

A grandeza da Natureza

Vi-vos nascer, com a certeza de que a natureza sabia o que fazia. E é tão incrivelmente belo o milagre da vida. São animais que nasceram, mas como se fossem da família. A mãe, com a sua sabedoria ditada pelo instinto animal, soube fazer tudo no tempo certo, da forma certa. E é tão bonito vê-los crescer. De dia para dia nota-se que crescem. Bem vindos a este mundo, meus doces animais.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sentir-te perto

Nunca me sentirás longe. Nunca estive assim tão perto de ninguém. Estás no meu coração, o melhor sítio que alguém pode ter de outro.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

E desde então, sou porque tu és


E desde então és

sou e somos...

E por amor

Serei... Serás...Seremos...



Pablo Neruda

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nestes dias assinalados e especiais, dou comigo a pensar que estou out daquele sentimento próprio do dia. Um dia como os outros, penso. Como sabes e já te escrevi antes, não gosto de coisas obrigatórias, especialmente no que toca ao Amor. Gosto de Amor aos pedaços, outras vezes inteiro e ter quando quero, saboreá-lo ao meu ritmo.

Sempre achei que o tal mundo que fica em forma de coração por um dia, mais valia que o fosse nos restantes 364 dias. Mas, ainda assim, concordo com a existência deste dia. O que seria de muitos casais se não fosse a mulher a dizer ao seu macho: "Então, amor, hoje que é dia dos namorados onde me levas a jantar?" Elas falam em refeições, mas apenas estão a pedir Amor (ainda que empratado e com guarnição da época). É bom que se louve S. Valentim. Se não fosse nesta data, o romantismo já teria morrido em muitas casas, onde falta Amor espontâneo.

A vida dá multas voltas. Não valorizo este dia, mas serei certamente, no futuro, uma pessoa que um dia vai desejar muito ter-te neste dia por perto, já que nos restantes também serão poucas as vezes que te tenho. Não quero jantares em restaurantes, não quero prendas, não quero postais, muito menos peluches ou outro objecto alusivo ao dia. Quero-te apenas a ti, junto a mim. Inteiro. Penso como será esse dia, em que isso aconteça naturalmente. Serei certamente uma pessoa feliz.

Por agora, fico a ouvir o crepitar da lenha na lareira, entre uma festa na barriga da gata que já dorme com o calor que sai daquele canto da casa. É meia-noite e já é hora de dormir. Mas eu não consigo dormir, nem tenho sequer pequenos sinais do corpo nesse sentido. Estou alerta como quem precisa de ficar vigilante durante a noite.

Observo a lenha a consumir-se pelo fogo e num ápice. Vens-me à ideia. Penso como estarás tu e o que estarás a fazer, se estás bem. É uma preocupação quase constante, nos últimos tempos quando não estás comigo. Uma preocupação quase maternal e ao mesmo tempo a angústia de quem se sente incapaz de ajudar em caso de necessidade.

Vou-me habituar a isto? Não quero, do fundo do coração. Porque significa que tudo isto acontece tempo de mais, sem estar junto a ti e não gosto disso! Para já, tenho de "habituar-me" (eu nunca me irei habituar, ok?) a demasiadas despedidas. Despedidas que camuflo como um "até já que a malta vai falando entretanto". Mecanismo de defesa para que o momento não seja doloroso. Depois vem o último adeus, por telefone, e as cordas vocais a impedir que se diga o "adeus". Custa, porque não quero distância, porque há riscos, porque tudo...

Vou ter de aprender a viver com os "até jás" mais prolongados que antes, a despedir-me de ti como se fosse por breves minutos, aprender a sofrer com demasiadas despedidas seguidas, com os sentimentos adversos que me provocam, com o rápido telefonema que me apazigua a angústia. Vou ter de aprender a conviver com saudades que não se matam semanalmente, a descobrir novos costumes para não me lembrar que não estás ao meu lado nesses dias de hábitos. Ter de me adaptar, a enfrentar com serenidade os desafios que a minha vida me propõe (maus, sempre demasiados).

Vou esquecer-me de mim por uns tempos. Vou aprender a viver camuflando angústias. A desejar ter este dia, sem olhar para a agenda para saber em que dia da semana acontece. Este dia de S. Valentim não vai existir.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Momentos em que o meu mundo gira em sentido contrário

Há dias em que na paragem e voragem dos dias (não, aqui não há contradição), dou por mim a pensar nos momentos em que não consigo relaxar, respirar a sua beleza, perante cenários de magnificência. Lembro-me agora de mais um.

Tinha tudo para ser um momento único, sublime. Um país longínquo por nós nunca visitado. Uma rua que tinha pouca probabilidade de lá passarmos. Quatro paredes quase impossíveis de nos acolherem. A rudez do local a contrastar com afectividade das pessoas. Aquela senhora de 90 anos a tocar viola e a cantar para nós ao jantar. O teu rosto comovido pelo momento.

Eu ouvia a música, sentia o esforço das cordas vocais daquela senhora. Sentia a amabilidade excessiva, sentia que aquilo era demasiado perfeito para ser um momento meu. Sentia-me a querer falar e não podia. Sentia-me culpada por não conseguir relaxar perante a beleza inquestionável que o momento tinha. Sentia-me a mais perante as tuas lágrimas de emoção.

Mais uma vez percebi que, afinal, havia ali uma razão para não relaxar, ainda que ninguém a pudesse prever. Aquele foi um momento que muito te desequilibrou, que muito mal-estar te causou nestes últimos meses. Naquele momento, o meu mundo girava em sentido contrário ao teu, mas se eu tivesse racionalizado mais...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11-11-11

"Vou amar-te pelo menos até ao próximo 11-11-11 às 11h11".

Sem palavras pela fugacidade do momento que não se repetirá tão depressa, mas muito feliz por poder ver muitas mais demonstrações do teu amor.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Acerto do relógio


Olho para o relógio, lembro-me que tenho de acertar a hora e assoma-se-me à memória que estamos quase em Novembro. É o sorriso que esboço que me acelera a batida do coração, que me traz boas lembranças. A passagem de Outubro para Novembro será sempre um marco no calendário, uma altura especial do ano.
Há quem diga que renasce na Primavera, eu – como sempre a remar em sentido contrário ao mundo – renasci no Outono. As folhas que caíam naquele Outono simbolizavam as minhas cicatrizes a cair para a minha regeneração que se seguiu. A estrutura ficou, tudo o que renasceu foi vindo de ti.
A magia do renascimento foi um processo mágico, com os tais pós de perlimpimpim. Uma fase de felicidade, de  medo também de estar a viver um sonho do qual se acorda com uma queda da cama a meio da noite. Sim, tive medo de sentir, de cair, mas a cada dia de felicidade me era cada vez mais impossível refrear-me. Comecei a amar-te, numa altura em que o frio da rua exige à alma um calor mais duradouro. E cumpriste esse papel. Aqueceste-me a alma. Ainda hoje, pensar em ti é sentir a alma quente, cheia.
Olho para o relógio outra vez e volto a lembrar-me que tenho de pôr os ponteiros para trás. Conto as vezes que já o fiz com o sorriso nos lábios noutros anos ao atrasar uma hora no relógio. Jamais imaginaria que atrasar um relógio para me sintonizar com o mundo fosse divertido. Mas é, porque me lembra tu.
É em alturas como estas - em que se atrasa o relógio - que tendemos a pensar nos anos que passámos em conjunto, nos momentos que fomos vivendo juntos. Foram poucos, tenho a  dizer. Alguns porque não podemos estar juntos, porque há minutos longos que demoram a passar, outros porque não os quis partilhar contigo, porque não ando em sintonia com o mundo e não tenho o direito de te preocupar quando as pilhas faltam no relógio. Quero mais momentos contigo. Quero-te.
Já temos alguma história em comum, a nossa história. Começas a ser passado, a ser o meu passado que se estende ao presente e quero que sejas futuro.
Para o ano, és tu quem me vai atrasar o relógio, sim?