Antoine Sain-Exupery
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Tédio
Sinto-me hoje entediada, como se não tivesse nada para fazer, nada escrito na agenda a indicar e a lembrar que o mundo gira e eu tenho de fazer algo por ele naquela hora.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Um dia...
Vou querer dizer que vou, que faço, que viverei assim. No meio do tudo, o nada impõe-se, porque eu não quero a meia medida. Insatisfaz-me a meia medida, o meio-termo, o que é morno.
Há situações que exigem os extremos e eu quero-os, desejo-os. A porta está aberta, tão aberta e escancarada quanto a necessidade de a fechar, com estrondo, para que todos ouçam e vejam o orgulho e a satisfação com que o faço.
Na imensidão da noite, sonho com o dia em que vou e que quero ir, partilharei a minha metade com a tua. Seremos unos, plenos de ser. Olhar os dois corpos materializados no espelho e ver um ser que já somos, mas que exige contornos físicos.
Mas ainda não é o dia.
Há situações que exigem os extremos e eu quero-os, desejo-os. A porta está aberta, tão aberta e escancarada quanto a necessidade de a fechar, com estrondo, para que todos ouçam e vejam o orgulho e a satisfação com que o faço.
Na imensidão da noite, sonho com o dia em que vou e que quero ir, partilharei a minha metade com a tua. Seremos unos, plenos de ser. Olhar os dois corpos materializados no espelho e ver um ser que já somos, mas que exige contornos físicos.
Mas ainda não é o dia.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Problema de expressão
Não te consigo dizer... gestos, palavras que me resumem.
Há palavras que te tento dizer que não consigo.
Desejos que quero partilhar contigo e não saem.
Na altura de te dizer o tudo, sai o nada,
Encapotado pela timidez,
Pelo receio de me entrares na alma.
Há palavras tão minhas, tão minhas
Que não saem de mim
Que ficam petrificadas cá dentro
E que ainda não as sabes ler
Porque são pouco expressas
Porque não me sabes ler...
Ler o meu livro
Falar a mesma linguagem
O mesmo código que nos uniria
Tenta ler-me pelas fissuras da alma
Pelas cicatrizes feias e profundas
Que não consigo camuflar
E que o tempo mantém teimosamente
Como um mapa de sentidos confusos
Há pensamentos ainda à briga
Numa desordem ordeira
Que não entendes
Que eu não entendo
Que quero aniquilar
Mas ainda não consigo
Sei que te prejudico
Que te dou um nó aos pensamentos lógicos
Dá-me tempo
Para soltar as palavras, os sentimentos
Os sentidos e as direcções
As reacções e os afectos.
Há palavras que te tento dizer que não consigo.
Desejos que quero partilhar contigo e não saem.
Na altura de te dizer o tudo, sai o nada,
Encapotado pela timidez,
Pelo receio de me entrares na alma.
Há palavras tão minhas, tão minhas
Que não saem de mim
Que ficam petrificadas cá dentro
E que ainda não as sabes ler
Porque são pouco expressas
Porque não me sabes ler...
Ler o meu livro
Falar a mesma linguagem
O mesmo código que nos uniria
Tenta ler-me pelas fissuras da alma
Pelas cicatrizes feias e profundas
Que não consigo camuflar
E que o tempo mantém teimosamente
Como um mapa de sentidos confusos
Há pensamentos ainda à briga
Numa desordem ordeira
Que não entendes
Que eu não entendo
Que quero aniquilar
Mas ainda não consigo
Sei que te prejudico
Que te dou um nó aos pensamentos lógicos
Dá-me tempo
Para soltar as palavras, os sentimentos
Os sentidos e as direcções
As reacções e os afectos.
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